No momento de criação de uma nova competição, a Supertaça feminina, foi óbvio para nós que era importante associarmos-lhe um nome forte e que marcou indubitavelmente o hóquei português, à semelhança do que já acontece na competição homóloga masculina.
De entre todas as personalidades históricas e passíveis de homenagem, a nossa escolha recaiu no grande e saudoso Luis Ciancia. Poucos anos esteve em Portugal, no entanto a marca que deixou em todos nós, seus familiares hoquistas, é indelével.
Frontal, leal, direto, líder, defensor dos seus, polémico, revolucionário e acima de tudo inesquecível, Luis ficará para sempre na memória e no coração dos seus amigos e dos seus jogadores. São incontáveis as aventuras que com ele partilhámos e as histórias que dele ouvimos. Já que, a maior parte de nós, perpetua a sua memória dessa forma, ao recontar tudo o que viveu e aprendeu com ele, quisemos, como instituição, que o seu nome ficasse gravado no quadro das nossas competições.
Por ter sido de tal forma impactante não só a nível nacional, mas sobretudo a nível mundial e por ser um nome querido à comunidade do hóquei português associamos o seu nome à Supertaça feminina.
Porquê na competição feminina? A sua ligação ao hóquei português não foi só feita nos masculinos. Em La Spezia 2006, foi selecionador feminino, ficando dessa forma fortemente ligado ao hóquei feminino em Portugal. O simbolismo de termos um nome carismático, uma lenda do hóquei mundial, o criador de "Las Leonas", associado ao hóquei feminino é um sinal de confiança e crença no crescimento e desenvolvimento da mesma, em que continuamos a apostar.
Sabemos todos que não gostava nada de homenagens por isso, esteja onde estiver, aposto que nos vai brindar com o seu sorriso e as suas expressões icónicas que lhe conhecemos e que não devo replicar neste contexto. Até já, Luisito!


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