O Grupo Desportivo do Viso, na vertente de Seniores Femininos, tem vindo a preparar uma ida à Croácia, para o EuroHockey Club Challenge III, Women, em Sveti Ivan Zelina. A Federação Portuguesa de Hóquei procurou saber mais, junto do seu treinador, Rui Ferreira, acerca de todo o processo de preparação e ambições para este mesmo torneio:
"Quais são as ambições da equipa para a competição europeia que se aproxima, EuroHockey Club Challenge III, Women, em Sveti Ivan Zelina, Croácia?
As ambições da equipa para esta competição são conseguirmos ganhar jogos. Participar numa competição deste nível, tendo em vista o nível de competição que existe em Portugal é sempre um desafio.
Qual será o segredo para chegar o mais longe possível no torneio?
Neste tipo de coisas não existem segredos. Nós fizemos o nosso trabalho de casa, mas as outras equipas de certeza também fizeram o deles. Nós vamos lutar para alcançar o melhor resultado possível, tendo em vista dignificar o hóquei nacional.
No que toca a preparação da equipa, como tem corrido, no cúbito geral? Tem sido feito algum trabalho específico a pensar na competição? Acha que a equipa está preparada para este europeu?
A equipa está preparada e motivada. Nestas últimas épocas devido á pandemia tudo foi um pouco caótico, mas o GDV manteve sempre o foco no trabalho e temos conseguido superar todas as vicissitudes que têm ocorrido.
Em termos físicos, existe alguma lesão ou problema a reportar, que deixe a equipa desfalcada?
Problemas, lesões, infelizmente existem sempre. Este ano em particular devido a lesões graves, imprevistos pessoais e laborais não podemos contar com todas as atletas e staff para esta competição. Mas o GDV é resiliente e tenho a certeza de que a nossa prestação nesta competição vai dignificar o nosso hóquei.
De entre as três equipas que irá defrontar na Croácia, qual acha ser a equipa mais difícil de bater?
No meu ponto de vista acho que a equipa mais forte é o HAHK Mladost. Já tivemos oportunidade de jogar contra eles e têm a vantagem de jogar em casa. É uma equipa organizada e muito forte fisicamente, mas também tenho a certeza de que as outras equipas também serão desafios interessantes.
Por fim, que impacto teria uma boa prestação, quer do Grupo Desportivo do Viso, quer do Casa Pia AC posteriormente, nas respetivas competições europeias, no Hóquei em Portugal?
O podermos participar numa competição destas a representar não só o Viso, mas o hóquei nacional acho que é fundamental para o desenvolvimento do hóquei. Acho que temos de deixar de pensar no passado e focarmo-nos no futuro. Porque se nos distraímos muito com outas coisas o hóquei tem os dias contados. Termos a capacidade de representar Portugal no Hóquei Masculino e Femininos é fundamental para o crescimento da modalidade, sendo de extrema importância que a qualidade do nosso hóquei seja reconhecida por outros. O GDV tem feito e vai continuar a fazer um esforço para representar Portugal além-fronteiras. Sinto-me lisonjeado por ter tido a oportunidade de treinar este grupo e sei que elas irão deixar tudo em campo, dignificando Portugal e deixando orgulhosos aqueles que as irão acompanhar no coração."




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